Um corpo sem alma
Danielle, 19 anos, Tubarão - SC. Depois de ter excluído o meu antigo tumblr (emalgumlugarnotempo), senti falta e resolvi fazer outro.
Um corpo sem alma
"Mas, como numa equação matemática acerca do movimento dos corpos, eu errei o cálculo e coloquei que estávamos próximos demais, colados demais, explicitamente distantes dos outros e perto de tudo o que nos fazia calmos, tranquilos. O resultado foi um quebrado e outro ferido, uma colisão imensurável, sem números para denotar a dor que foi a explosão de dois amantes por solidão, o impacto de duas pessoas que sabiam amar mas que não sabiam o que fazer com o amor."
Igor Pires, sobre a física de nossos corpos.   (via floresinexatas)
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painful nostalgia. i didn’t have internet in 1998. life was purer.
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"Eu te diria que tenho a mim. Nos dias em que a solidão aperta e os assuntos acabam: eu só tenho a mim. Enquanto o mundo cai e os meus amigos vão embora, dizendo que não suportam: eu só tenho a mim. Quando tudo de repente foge, quando tudo quebra, quando tudo desmorona: eu só tenho a mim. Eu me tenho porque o amor ainda não veio e, talvez, eu não o quero. Talvez eu queira mesmo me isolar do mundo e ser. Ser eu, ser meu. Eu me tenho porque ninguém quer o irreal, o imensurável, as estrelas caídas nas mãos. Minhas mãos têm calos maiores que eu. Eu te diria que tenho a mim quando o inverno é na alma mas ninguém sabe, porque o entender fica exposto à concepção humana. É pleonasmo, mas ninguém aceita a minha humanidade. E como? se todos somos humanos? Eu só tenho a mim quando as lágrimas caem instantaneamente mas não há ninguém para o consolo. E eu nem queria o consolo. Eu queria o olhar. O olhar de quem se comove, de quem se agiganta e te diz “fica bem”. Eu só tenho duas mãos e o sentimento do mundo, entende? Eu digo as interrogações mas ninguém as lê. Amar. Eu só queria essa coisa. Eu não sei bem aceitar essa solidão, mas eu respeito. Eu sou. E eu tenho de me acostumar. Ruim, não? Acomodar-se com algo ruim. Porque ser só não é motivo de aplausos, não é motivo para nada. E o nada é o que pesa: quando você tem o nada para amar, quando você tem a invisibilidade para amar, quando você tem qualquer coisa… quando você é qualquer coisa. Eu tenho a mim quando me esquecem, eu tenho a mim quando me decepcionam, eu tenho a mim quando os cortes são profundos, eu tenho a mim quando a corda está no meu pescoço e ninguém quer puxá-la. Eu tenho a mim quando eu sangro só, eu tenho a mim quando meu caminho é sombrio, eu tenho a mim quando tudo parece fugir, e eu fujo também. Eu tenho a mim, quando tudo isso está acabando comigo. Eu tenho a mim hoje."
Igor Pires. Eu tenho a mim hoje. (via floresinexatas)
desafogada:

babando